Sempre que se anuncia a adaptação de algum anime no ocidente, há uma desconfiança generalizada dos fãs da obra original e as coisas não têm sido diferentes com a versão cinematográfica de Death Note produzida pela Netflix.

O diretor Adam Wingard, que já havia discutido com alguns fãs através de seu perfil do Twitter devido às críticas que o filme tem recebido, usou novamente a rede social para defender suas decisões criativas.

Wingard declarou que, uma vez que o filme ainda não foi visto, exceto em duas sessões fechadas, quaisquer críticas se baseiam somente suposições.

https://twitter.com/AdamWingard/status/871896510098579456

Em relação à polêmica acerca da ausência de asiáticos no elenco principal, que gerou diversas acusações de racismo, o cineasta reafirmou que trata-se de uma nova trama passada nos Estados Unidos que irá contar com seus próprios elementos narrativos, por isso os atores foram escolhidos sem levar o anime em consideração.

https://twitter.com/AdamWingard/status/872237697879781376

Atores para Death Note foram todos escolhidos baseados na nova versão desses personagens. Eles são diferentes dos personagens originais, especialmente Light.

Wingard destacou que as mudanças realizadas foram necessárias para ambientar a história em outra cultura, mencionando como exemplo de adaptação Os Infiltrados, filme de 2006 dirigido por Martin Scorsese que é uma refilmagem do honconguês Conflitos Internos.

https://twitter.com/AdamWingard/status/872236911812780032

Não há uma conspiração para remover a cultura japonesa de Death Note. É uma versão nova em folha da história passada em Seattle. Veja ‘Os Infiltrados’.

https://twitter.com/AdamWingard/status/872237164418940928

Quando mudamos a trama de Death Note para os Estados Unidos, obviamente fizemos um filme sobre os Estados Unidos. Não podemos simplesmente copiar e colar.

Além da desaprovação à suposta remoção de elementos da cultura japonesa que faziam parte da trama, muitos também externaram preocupação com o estilo de Wingard, que havia declarado que seu filme contaria com gore, nudez e palavrões, elementos que destoam do espírito do anime.

O diretor afirmou que nada será feito de maneira gratuita e que suas declarações foram somente para deixar claro que Death Note terá uma ambientação muito diferente de Dragon Ball Evolution, adaptação hollywoodiana desastrosa da obra de Akira Toriyama.

https://twitter.com/AdamWingard/status/872251761058131968

1. Em uma entrevista, mencionei que Death Note terá gore, nudez e palavrões. Nada disso será gratuito ou será o centro das atenções no filme.

https://twitter.com/AdamWingard/status/872252029279715328

2. O que eu estava tentando ilustrar é que não estávamos sendo forçados a fazer uma versão aguada e infantil como a de Dragon Ball.

https://twitter.com/AdamWingard/status/872252213296381952

3. Se você não acredita em mim, assista ao filme quando ele sair.

Death Note contará a história de Light Turner (Nat Wolff) um aluno de ensino médio que se depara com um caderno sobrenatural jogado na terra pelo shinigami Ryuk (Willem Dafoe), que lhe dá a habilidade de matar qualquer pessoa, desde que saiba seu nome e seu rosto.

Light decide usar o poder do Death Note para livrar o mundo de malfeitores, porém se deixa dominar por um verdadeiro “complexo de deus” e é antagonizado pelo misterioso detetive “L”, que acredita que Light é apenas um criminoso comum.

O elenco também conta com Shea Whigham (James Turner),  Mia Sutton (Margaret Qualley), Keith Stanfield (L)  e Masi Oka.

Death Note será disponibilizado na Netflix a partir do dia 25 de agosto.

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