Quando Dragon Ball Xenoverse 2 foi anunciado para Switch, já era esperada uma queda de qualidade gráfica devido às limitações do console híbrido da Nintendo. E por ser um port, não havia expectativas para novidades no enredo.

Portanto, antes de analisar o jogo em si, convém apreciar (e comparar) um pouco sobre como foi a conversão para o Switch de um jogo originalmente produzido para máquinas mais potentes – Playstation 4, Xbox One e PC.

Caso você já tenha jogado em alguma dessas outras versões, a diferença mais evidente é a de framerates, que caíram de 60 para 30 no console da Nintendo. Há outras reduções gráficas, como o anti-aliasing aparentemente inexistente, mas que são bem menos impactantes de forma geral, principalmente se você estiver jogando no modo portátil.

No geral, caso esta seja sua primeira experiência com a série Xenoverse, não ficará incomodado de forma alguma, pois a jobagilidade se mantém bem fluída. Fora que é impressionante o trabalho de compressão realizado, onde um jogo de mais de 20GB na versão do Xbox acaba ficando com míseros 6,6GB no Switch.

Novas (velhas) formas de jogar

Com toda essa redução gráfica em um jogo portado, o grande diferencial que resta seria a jogabilidade única que o Switch poderia oferecer, com controle de movimentos usando os Joy-Cons, de maneira similar aos games de Dragon Ball da série Budokai lançados para Wii. Contudo, este estilo de jogo não apresentou novidades mesmo após mais de uma década da introdução de seu conceito.

A mecânica é bem intuitiva: movimente os Joy-Cons como se você fosse realmente lançar os golpes. No caso do Kamehameha, junte as duas mãos em concha na cintura e atire (não esqueça de prender os controles nos pulsos). É lúdico, divertido de fazer vez ou outra com os amigos, mas no longo prazo você provavelmente usará apenas os comandos tradicionais, que são bem eficientes.

Batalhas grandiosas com a sua cara

Por mais que tenha um modo história bem extenso, o foco de um jogo de Dragon Ball são as lutas. E Xenoverse 2 oferece comandos simples, séries de combos e a possibilidade de moldar seu personagem com uma série de atributos que se adequem ao estilo de batalha de sua preferência.

Aliás, a personalização é o grande forte de Xenoverse. Você pode jogar com todos os personagens clássicos de Dragon Ball, mas você criará do zero o seu principal lutador. Não apenas seu visual, mas também sua raça, cada uma com suas características em batalha. Escolha entre terráqueo, Saiyajin, Namekuseijin, a raça do Freeza ou Majin, além do sexo (quando aplicável).

Ou seja, há muitos elementos de RPG em Xenoverse, inclusive no sistema de pontos de experiência e níveis, que rendem melhorias em atributos como energia, vitalidade, Ki, ataque e golpes especiais. Até suas roupas podem render alguns pontos extras em certos atributos.

Um mundo que liga a todos os outros

Após definir seu personagem, você começa na cidade Toki Toki, um mundo principal muito maior do que o existente na primeira versão do jogo. Neste local há todo tipo de informação e conteúdo para avançar na trama, além de lojas para comprar itens em geral e missões extras que rendem pontos de experiência e mais itens.

A trama principal gira em torno dos esforços da Patrulha do Tempo em impedir que vilões alterem o passado em momentos críticos da mitologia de Dragon Ball. É aí que entra você, intervindo nas principais lutas de toda a saga, oferecendo apoio a Goku e outros guerreiros, para evitar desastres colossais.

Um extra muito bem vindo

O primeiro Xenoverse não deu as caras no Switch, então a Bandai optou por incluir a história original nesta versão. Para habilitá-la basta zerar o modo Xenoverse 2. Um extra muito bem vindo, que acrescenta muito valor à esta versão. São basicamente dois jogos em um!

Histórias alternativas

Já que estamos revisitando o passado, que tal explorar alguns cenários inéditos? Além da ajuda tradicional, há missões paralelas abordando diferentes possibilidades. Por exemplo, você pode acabar tendo que ajudar Freeza a derrotar Goku em Namekusei.

Junte isso a diversas batalhas não-canon, como as de Dragon Ball GT e dos filmes, e temos um grande leque de possibilidades, que acrescenta muito valor de replay ao game.

Vale a pena?

As primeiras versões de Dragon Ball Xenoverse 2 são imensas. E esta versão para Nintendo Switch consegue ser maior ainda. As limitações visuais não são severas e definitivamente não comprometem a experiência geral.

Pontos Positivos
– Possibilidade de desbloquear o primeiro Xenoverse
– Uma infinidade de extras mantêm o replay nas alturas

Pontos Negativos
– Várias perdas gráficas e de framerate, principalmente em Toki Toki City.
– Sem DLCs inclusos para um jogo de quase 2 anos desde o primeiro lançamento.

Em Resumo
Mesmo com todas as limitações já esperadas para o Switch, esta versão de Xenoverse 2 é excelente para quem ainda não experimentou o jogo, garantindo muitas horas de diversão. Nota 7,5.

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