Vou logo tirar o elefante da sala e confessar que não era um grande fã de John Dorie, Sr. apesar de reconhecer todo o legado que o personagem carrega, além de ter sido vivido por um ator que gosto muito que veio de uma série que também gosto muito, o que os showrunners (não) fizeram nessa falta de norte foi tirar todo qualquer interesse meu para com os personagens (Althea foi embora e ninguém deu falta, desejei a morte da Baby Mo e seus pais adotivos… A lista é grande), de modo que acabou por minimizar o clímax dramático de Sonny Boy.

Falando a verdade, nem tanto se trata do que não foi feito na temporada mas sim da construção enfadonha do próprio episódio. O início interessante onde John troca o plano de duas-caras por voz da razão de Strand, ao sabotar Howard para elimina-lo da jogada assim como com Teddy no passado, tem sustância até o ponto em que tudo se destrambelhe na virada de John que na maior oportunidade do século não mata o vilão da temporada, porque faz mais sentido levar a criança para o colo do pai e não assassinar o líder maluco que causará a guerra iminente. Muito esperto, viu?

A verdade é que a falta do que fazer com a série é tamanha que os showrunners chegaram ao ponto de fazer tudo pelo choque — de Follow Me até aqui quantas indigentes já não morreram antes de terem um fiapo da sua história contada? -, já que é mais fácil reforçar o maniqueísmo através da violência, que tanto faz se tem sentido ou não. E decidir assim sem mais nem menos descartar um personagem destaque sem um pingo de consideração para escrever algo decente, com direito a bebê em CGI grotesco (acho que sei os efeitos da radiação agora), é o cúmulo da preguiça e perdição.

E podem apostar que assim como todos os outros, a morte de John será esquecida num estalar de dedos por mais idiota que ela tenha sido, assim como a existência dessa insuportável sétima temporada em minha mente quando os créditos do último episódio rolarem.

E aí, qual o próximo figurante a morrer?

Nota: 2/5

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