Levei um tempo considerável para assistir ao último episódio e quando o fiz me peguei vendo à um extra ou episódio perdido. Isso porque Gone é totalmente fora da curva no que diz respeito ao sétimo ano, sem radiação seletiva no ar, nem fotografia saturada, tampouco tira e põe de máscaras. É, na realidade, uma corrida atrás do prejuízo gigantesco que terão de preencher desde a saída até a volta de Madison aqui.

Até porque para minha surpresa Morgan e Madison funcionam como dupla, mesmo que seja preciso aceitar a mudança descarada da personalidade do ninja zen (sim, ele mudou bastante no que diz respeito a Strand, mas pôr em risco uma “grávida” não é do feitio dele não), no que seria bem mais interessante ter visto isso lá na época do crossover que roubou o protagonismo da série. Mas vamos deixar o passado de lado assim como fazem Chambliss e Goldberg no roteiro, que não se esforçam muito para justificar a sobrevivência de Madison (ainda bem) além de flashbacks o tanto confusos na temporalidade, já mostrando o status de viés vilanesco de sequestradora de bebês cuja a ligação se dá com PADRE, só para dizer que nada foi tão impensado durante todo esse tempo.

Pois verdade seja dita, foram quinze episódios de pura enrolação e marasmo intermináveis que não tinham propósito algum a não ser de descartar o enorme elenco da forma mais atabalhoada que exista (é até engraçado lembrar que no meio de apocalipse radioativo houve espaço para o CRM aparecer) para nos finalmente a recompensa seja o retorno de um antigo personagem, tirando todo o glamour de No One’s Gone (sim, isso é exagero meu. E daí?), segurando aqueles que tinham a intenção de fugir da série.

E eles conseguem de certo modo, apesar de fomentar o mistério sobre o MacGuffin da temporada para a próxima, o conflito de mãe sequestradora funciona no que diz respeito à margem do aceitável que é escrito pelos showrunners, corroborando para o “acerto de contas” de Madison com seu passado e na parceria com Morgan. Então sim, tem pano para manga essa traminha. Se vai vingar já é outra história.

Se o retorno de Madison foi recompensador, eu digo que não. Apenas satisfatório em comparação ao que veio antes, que de tão horrível me fez cogitar inúmeras vezes saltar do barco sempre que ouvia a palavra PADRE, mais do que nos momentos tenebrosos testemunhados no passado. Não há esperanças para essa série, caros amigos sadomasoquistas. Por isso continuarei. Confuso, não?


Nota: 3/5

Temporada: 1/5

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