À primeira vista, a década de 1990 não havia sido muito justa com as histórias de terror em si. Depois de mais de duas décadas que inseriram o gênero no “mainstream” cultural, as ideias dentro da indústria pareciam ter se esvaído por completo. Restaram apenas as continuações de franquias estabelecidas que já não carregavam o peso de outrora, mostrando-se mais como formas de extrair os últimos centavos de histórias que um dia aterrorizaram as noites de audiências mundo afora.

Os que mais sofreram dentro desse nicho foram justamente os zumbis. A fonte para eles “secou” nos cinemas em 1992, com o lançamento do último filme da trilogia “The Evil Dead” sendo lançado naquele ano.

Com isso, o ato de investir em histórias do gênero tornavam-se bem perigosas para investidores em potencial que residiam em Hollywood. Sorte a nossa que isso não se estendia a lugares como o Japão, que seria em grande parte responsável por manter as histórias de zumbi vivas por meio dos videogames.

Em 1996, saiu da Capcom a primeira edição de Resident Evil. Mais a frente o jogo se tornaria uma franquia de videogames com mais de 20 versões, chegando aos computadores, consoles de mesa, portáteis e até realidade virtual em sua última edição – este último ganhando reviews altamente favoráveis, como mostra a IGN em https://br.ign.com/resident-evil-7/44693/review/review-resident-evil-7. Isso sem esquecer dos seis filmes lançados a partir da década de 2000 que levam o nome do videogame, e que arrecadaram em conjunto mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria.

Junto com jogos como House of the Dead, Parasite Eve e System Shock, o gênero de horror encontrou sobrevida que se sustenta até hoje. Ela pode ser encontrada das mais diversas formas, desde a série de jogos Dying Light que se passam em universos pós-apocalípticos dominados por zumbis, até jogos de slots em https://www.betfair.com/br que contém elementos visuais inspirados em histórias de vampiros e casas assombradas.

Mas fora do videogame, ainda se encontrava uma certa resistência para que histórias de horror, e principalmente de zumbi, fossem financiadas e exploradas. Por sorte o autor de histórias em quadrinhos Robert Kirkman, então com apenas 24 anos, conseguiu convencer a editora Image Comics que mais uma história dentro de um universo pós-apocalíptico com zumbis valia a pena ser contada em 2003.

Sete anos depois, The Walking Dead se tornaria sucesso imediato na forma de seriado, após quase 80 edições lançadas em quadrinho. E esse sucesso não poderia parar no formato audiovisual.

Assim, em 2011 Kirkman negociou com a desenvolvedora Telltale os direitos de Walking Dead, para que a série se tornasse um videogame. Até ali a Telltale era tão somente uma empresa promissora dentro da indústria, tendo adquirido o direito de desenvolver jogos de grandes franquias como De Volta para o Futuro e Parque dos Dinossauros, mas sem obter ainda grande sucesso nessas empreitadas.

A virada de chave chegou para a Telltale com Walking Dead, o jogo de 2012 que hoje é tido como grande responsável pelo ressurgimento do gênero de jogos de “point-and-click” – apontar e clicar, em tradução literal para o português, e que viram seu auge na década de 1990 conforme mostra a lista da TechTudo em https://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/02/top-10-melhores-jogos-point-and-click-de-todos-os-tempos.html. E em um jogo cujo foco maior não é a jogabilidade, a excelente trama da jornada de Lee Everett e Clementine dentro de um mundo recém-acabado ganha o plano principal.

Assim, a franquia Walking Dead acaba sendo responsável pelo levante do horror – e dos zumbis! – em três mercados de mídia. Um feito que demonstra a qualidade da história que se estendeu a 193 edições de quadrinhos (contando apenas a história central), três seriados, cinco videogames… e quem sabe, até filmes!

Siga Geekdama - The Walking Dead Brasil nas redes sociais!