Em semana de Halloween, a desenvolvedora Tell Tale não deixou barato e nos agraciou com uma surpresa: o teaser trailer da segunda temporada de The Walking Dead: The Game.

Antes de tudo, se você, ó incauto leitor, ainda não jogou a primeira temporada da obra-prima da Tell Tale pare de ler este artigo e comece a jogar imediatamente. Alguns spoilers podem aparecer despercebidos e lhe morder o pescoço, como aquele Walker escondido atrás do balcão…

Avisos distribuídos deixe-me então bater palmas à desenvolvedora. A Tell Tale acertou em cheio na primeira temporada criando um jogo focado puramente no storytelling e ensinou muita gente como o fluxo da história deve prosseguir enquanto mantém a interatividade. Mas não é só isso. Os roteiristas criaram uma obra em que realmente nos importemos com os personagens. E nos importamos ao ponto de quando algo chocante acontece, nós realmente ficamos chocados, fato este que nos dias de hoje é bem complicado. Não é sempre que a reação do público é aquela esperada pelos idealizadores da história. Aquele momento “boca aberta” que só um bom desenvolvimento de personagem consegue criar. Mas bem… isso fica para um próximo texto. O assunto agora é a 2ª temporada.

Mostrando extrema habilidade em fisgar nossos corações, a Tell Tale já abre o teaser da próxima série de cinco capítulos com uma música dramática (mas não exagerada) mostrando cada local que passamos na temporada anterior como pano de fundo enquanto alguns zumbis apodrecidos perambulam no plano principal. É aquele típico “lembra daqui?” que imediatamente nos remete aos momentos mais trágicos (e porque não belos) do jogo anterior. Lembramos-nos de cada escolha feita, cada terrível repercussão e cada momento de catarse que se passaram nestes locais. E aí que está a beleza. Não é dito nada, não é mostrada nenhuma ação. Tudo depende de como (ou se) você jogou o jogo anterior. É uma jogada puramente emocional e uma clara mistura de carta de amor e “tease” a quem investiu seu tempo acompanhando a dolorosa saga de Lee e Clementine.

Clementine

E por falar nela… Ah… Clementine… A garotinha mais corajosa que qualquer obra de apocalipse zumbi já criou aparece claramente mais velha e sozinha fugindo dos tradicionais Walkers que rondam a noite. A sensação de saber que possivelmente iremos controlar Clementine é paradoxal de muitas maneiras. De um lado ficamos felizes em saber que Clem está (por enquanto) bem viva e saudável. Mas por outro lado, sabemos o que aconteceu com Lee (não darei spoilers pesados aqui) e nos dói o fato de que possivelmente não o veremos neste jogo (possivelmente, que fique claro…).

Também existe o fato de que Clem está claramente sozinha. Já era difícil nos colocar na pele de Lee, um homem adulto e capaz de se defender no meio do inferno que claramente é uma situação daquelas, imaginemos então na de uma criança. E pior, uma criança que criamos um laço afetivo muito forte. Cortando o intermediário, a Tell Tale nos faz diretamente responsáveis por quaisquer atrocidades que possam acontecer a doce, linda e carismática Clementine criando, acredito eu, uma experiência muito mais visceral. Você conseguiria testemunhar Clementine ser devorada por uma horda de zumbis e saber que você foi o responsável por aquilo? A transferência de responsabilidade antes era clara, e culpar Lee era mais fácil (ou menos difícil). Agora não mais…

As conjecturas do que a segunda temporada nos pode trazer em storytelling irão depender também muito do que aconteceu ao final do DLC 400 Days, do qual os sobreviventes também aparecerão nesta segunda temporada. As possibilidades são grandes e o hype, devo confessar, está alto também.

Clementine

Previsto ainda para o final deste ano, The Walking Dead: The Game Season 2, certamente será outro grande lançamento da Tell Tale. Tell Tale esta que sempre divulgou a data de lançamento dos seus jogos pouquíssimos dias antes do efetivo release e acredito que com a segunda temporada não seja diferente. Portanto, fiquem atentos!

Talvez a primeira temporada tenha sido apenas um treinamento aos nossos corações para emoções muito maiores… Já digo que estou me preparando para defender Clem de qualquer atrocidade (morta ou não) que possa vir a ameaça-la. Por Clementine!

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