Takashi Iizuka, chefe do Sonic Team, disse que a Sega chegou a considerar o cancelamento de toda a franquia Sonic the Hedgehog e que precisou lutar dentro da empresa para manter a série viva. A declaração foi dada em entrevista coletiva a veículos do Sudeste Asiático durante a Tokyo Game Show, publicada pelo site filipino One More Game.
“Houve bons e maus momentos. Nos piores, a direção me disse que deveríamos cancelar a franquia inteira. Tive que lutar dentro da organização para mantê-la pelo máximo de tempo possível”, afirmou Iizuka. Ele não especificou quando a discussão ocorreu.
A série completou 35 anos em 2026. Iizuka, que está na Sega desde 1992, comparou a franquia a um filho: segundo ele, o personagem já o acompanha há mais tempo que os próprios filhos.
Primeiro filme mudou o rumo da série
Para Iizuka, a virada veio com Sonic: O Filme, lançado em 2020 pela Paramount. “O maior marco para mim foi o primeiro filme. Ele foi um grande sucesso e mudou definitivamente o curso desta franquia”, disse.
O longa teve a estreia adiada após a reação negativa ao primeiro visual do personagem, que foi redesenhado. O filme arrecadou US$ 320 milhões nas bilheterias e ganhou duas continuações.
Na mesma entrevista, Iizuka contou que a Sega também planejava descartar Shadow, mas mudou de ideia por causa da popularidade do personagem. Segundo ele, depois do terceiro filme, Shadow passou a rivalizar em popularidade com Sonic, à frente de Tails e Knuckles.
Sonic Adventure é o jogo mais importante, diz Iizuka
Apesar do peso do cinema, Iizuka apontou Sonic Adventure como o título mais importante da história da série. Lançado em 1998 para Dreamcast, o jogo levou Sonic do 2D em pixel art para gráficos 3D e deu voz ao personagem pela primeira vez.
“A partir dali, isso passou a ser basicamente a base do Sonic moderno. Acredito que a série Sonic Adventure é a mais importante de toda a franquia”, afirmou.
O quarto filme live-action de Sonic tem estreia marcada para 19 de março de 2027 nos Estados Unidos.








