Criador do Templo da Água de Zelda explica mudanças no remake de Ocarina of Time

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O Templo da Água, uma das masmorras mais difíceis de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, recebeu mudanças no remake para Nintendo Switch 2. Eiji Aonuma, responsável pela criação da masmorra original, contou que queria resolver alguns de seus problemas havia 28 anos.

A declaração foi feita na terceira parte da entrevista “Pergunte ao Desenvolvedor”, publicada pela Nintendo em 3 de novembro. Segundo Aonuma, a dificuldade do templo acabou prejudicando aspectos da experiência que ele pretendia oferecer aos jogadores.

“Eu também tinha uma tarefa pendente: queria muito fazer alguma coisa com o Templo da Água que eu criei há 28 anos”, disse o produtor.

O que mudou no Templo da Água?

A Nintendo manteve as mecânicas principais da masmorra, mas fez ajustes para facilitar a orientação e reduzir a necessidade de acessar menus durante a exploração.

No jogo de Nintendo 64, o Templo da Água exige que Link altere repetidamente o nível da água e utilize equipamentos específicos, como as Botas de Ferro. A combinação de diferentes andares, passagens submersas e mudanças frequentes de equipamento tornou a masmorra particularmente trabalhosa.

HokWai Ng, diretor do remake, explicou que agora é mais fácil alternar entre os equipamentos. A equipe também modificou algumas paredes, substituindo estruturas fechadas por treliças que permitem enxergar os ambientes do outro lado.

A intenção é ajudar o jogador a entender a organização dos espaços sem precisar simplificar os quebra-cabeças que definem o templo.

A inspiração para a criação do Templo da Água

Aonuma explicou que gosta de praticar mergulho livre e queria reproduzir no jogo a sensação de explorar um ambiente subaquático, onde os sons e a percepção do espaço são diferentes.

Quando Ocarina of Time foi desenvolvido, na década de 1990, poucos jogos em 3D permitiam que o jogador explorasse ambientes debaixo d’água. O produtor viu nessa possibilidade uma oportunidade de criar uma masmorra diferente das demais.

O problema, segundo ele, foi que a estrutura complexa e a necessidade de abrir constantemente o menu acabavam fazendo os jogadores perderem a orientação.

As mudanças não se limitam ao Templo da Água. A equipe reposicionou objetos em outras masmorras para tornar os caminhos mais intuitivos, preservando os mecanismos principais do jogo original.

O novo The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2.

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