Shigeru Miyamoto afirmou à revista Famitsu que o remake de Star Fox e Yoshi and the Mysterious Book só entraram em produção depois que os personagens foram confirmados no roteiro de Super Mario Galaxy: O Filme. A entrevista foi traduzida pelo VGC.
Segundo Miyamoto, ele não define sozinho toda a linha de lançamentos, e algumas decisões nascem de necessidades específicas: a ideia de incluir Fox McCloud no filme motivou o pedido de um novo Star Fox, e a definição precoce de que Yoshi apareceria na animação levou a Nintendo a iniciar o desenvolvimento do jogo do dinossauro para garantir um título dele no catálogo. Ambos saíram para o Switch 2 no mesmo ano do longa, que estreou nos cinemas brasileiros em 1º de abril.
O caminho inverso também acontece. Miyamoto contou que Princess Peach: Showtime! estava em produção ao mesmo tempo que Super Mario Bros.: O Filme, e que a equipe discutiu deixar a personagem mais ativa na adaptação por causa do jogo.
A regra dos crossovers na Nintendo
Miyamoto disse que a empresa segue a regra de que personagens de mundos diferentes “não devem fazer crossover”, com exceção de Super Smash Bros. No caso de Pikmin, a Nintendo decidiu que suas criaturas podem aparecer no universo de qualquer outro personagem.
A restrição existe, segundo ele, porque a prática não teria fim depois de começar, e também por questões de licenciamento de produtos. A aparição de Fox foi tratada como exceção justificada, e Miyamoto comparou a decisão ao tipo de encontro que funcionaria em um mangá. A recepção foi melhor do que o esperado, mas ele ponderou que colocar personagens como Samus na mesma situação tornaria tudo complicado demais.
O designer disse ainda que a Nintendo pretende manter essa relação entre os jogos e as demais frentes de mídia, avaliando caso a caso.








